DC COMICS: OS MELHORES E PIORES QUADRINHOS DA SEMANA

É importante lembrar que esses não são todos os lançamentos da semana realizado pela DC Comics, mas sim os que conseguimos ter uma breve leitura.

Chega de enrolação e vamos para a tal lista!

O que foi lançado de melhor?

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Action Comics #969
Men of Steel: Part 3” dá mais espaço para L’Call, the Godslayer e Zade.
Dan Jurgens, escritor do título, apresenta mais de seus novos antagonistas, mostrando o seu planeta natal, seus costumes e modos de agir, além de lhes dar mais profundidade ao adicionar conflitos pessoais às suas tramas, mostrando que L’Call não está contente com a vida que leva e que Zade pode estar sendo manipulado. Enquanto o interrogatório de Lex ocorre em uma galáxia distante, Superman precisa encontrar um modo de encontrar com seu x-vilão, o que o leva até a Amazônia – onde se encontra o prédio da Ganeticron – e nos é revelado que os casulos abandonados no local são na verdade portais, fazendo enfim a ligação com a história contada a cindo edições atrás.
Patrick Zircher faz desenhos lindos e cheios de emoção, conseguindo criar a sensação de invulnerabilidade dos antagonistas, mas ao mesmo tempo conseguindo mostrar o seu cansaço e desgaste.
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Detective Comics #946
The Victim Syndicate: Death Wish” continua mostrando o embate da Bat-família com o Sindicato das Vítimas, levantando o questionamento sobre os malefícios da cruzada de Batman contra o crime.
James Tynion IV começa a narrar a história 3 meses antes do momento atual em que a hq se passa, mostrando a primeira conversa do Robin Vermelho com Batman a respeito da construção de um novo time para trazer justiça para Gotham. Voltando para o presente, vemos os embates entre os heróis e vilões da revista. A edição consegue intercalar bem a ação com o desenrolar da trama e mostra a transformação de um dos mocinhos no antagonista da próxima edição, plot que já vinha sendo plantado nas últimas revistas e que funcionou muito bem.
Eddy Barrows continua com seu trabalho excelente nos desenhos, misturando técnicas diferentes de traços, alguns mais estilizados e outros mais realistas, criando composições interessantes e dinâmicas.
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Wonder Woman #12
Year One: Part 5” continua a recontar a origem da heroína que dá nome ao título.
Greg Rucka segue com sua narrativa magistral que revisita os primeiros momentos da Mulher-Maravilha na terra dos homens, intercalando a descoberta de seus super poderes e a investigação sobre os misteriosos atiradores que causaram um tumulto na última edição desse arco. A história deixa a ação completamente de lado (mas sem perder o ritmo) e se foca no desenrolar da trama, nos revelando o motivo de Steve Trevor ter caído em Themyscira e ainda revelando, com muito estilo, quem está por trás dos recentes ataques terroristas.
Nicola Scott faz desenhos lindíssimos e com um toque minimalista, deixando tudo sempre muito claro e limpo, de forma que combina perfeitamente com a trama. E quando as coisas começam a ficar mais “agressivas”, o desenhista também consegue causar o impacto necessário.
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Hal Jordan and the Green Lantern Corps
Bottled Light: By Lantern’s Light” joga para escanteio o aprisionamento da Tropa dos Lanternas Verdes por Brainiac 2.0 e se foca na continuidade da trama de Hal.
Robert Vanditti, roteirista da revista, sabiamente alterna entre a trama que vinha desenvolvendo nas duas últimas edições, onde o foco era o embate da Tropa com Brainiac, e se volta para o resgate de Hal Jordan do Espaço Esmeralda, lugar para o qual ele foi mandado após a explosão do Warworld. O escritor nos mostra o resgate por dois pontos de vista: o de Hal, que revisita seu antecessor e diversos de seus companheiros que caíram em batalha; e o de Kyle Rayner, que, juntamente com Ganthet e Sayd, usa seu poder de Lanterna Branco para ajudar Hal a voltar para nosso plano. Embora a história não tenha a dimensão grandiosa que as edições passadas nos trouxeram, é uma revista excelente e que terá repercussões interessantes nos próximos volumes.
Ed Benes faz um trabalho lindo, como sempre, na parte visual, mostrando que entende muito sobre anatomia e criando páginas duplas e quadros grandes incríveis, que contribuem para o dinamismo da edição.
O que foi lançado de mediano?
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The Flash #12
The Speed of Darkness: Part Three” continua a mostrar a missão de Flash no Mundo das Sombras.
Joshua Williamson demorou um pouco para se achar nesse arco, mas parece que finalmente pegou no embalo, nos trazendo uma revista interessante e com escolhas curiosas, como a de colocar Flash e Kid Flash para trabalharem junto com o Sombra e colocando Iris West como uma das antagonistas da trama. Além disso, vemos o retorna do status de professor e aluno da dupla de velocistas que encabeçam a revista, o que gera uma situação bem otimista e feliz, que trabalha questões como confiança e superação de medos.
Davide Gianfelice cria composições interessantes e consegue fazer cenas com diversos pontos de ação sem deixar a montagem confusa, mas, como já deixei claro em outras edições dessa coluna, sua alta estilização dos traços causam um certo desconforto, que as vezes pode tirar a atenção do leitor da trama da revista.
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Red Hood and the Outlaws #5
Dark Trinity: Behind the Mask” mostra o embate entre Bizarro e Capuz Vermelho.
Scott Lobdell, escritor da revista, continua mostrando o plano de Máscara Negra para combater o crime em Gotham, mesmo que para realizar seu objetivo ele precise controlar mentalmente um clone mal feito do Superman que esmaga tudo em seu caminho. É como se ele seguisse à risca a máxima de “combater fogo com fogo”, pegando a própria cruzada do Capuz Vermelho e a distorcendo ainda mais. O mais interessante da revista é criar uma certa relação entre o protagonista e Bizarro, fazendo com que o primeiro tente salvar o segundo do controle de Máscara Negra.
Dexter Soy tem um dos traços mais bonitos da DC Comics, fazendo um trabalho extremamente detalhado, mas sem deixar os desenhos pesados e carregados. Além disso, o artista ainda faz composições muito interessantes com as figuras e quadros, ultrapassando bordas para dar um senso maior de profundidade.
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Suicide Squad #8
Going Sane: I Believe in Miracles” fecha o arco de Zod com o Esquadrão Suicida.
Rob Willians fecha a história da insanidade causada pelo Black Vault que continha o general kriptoniano ensandecido, mostrando a união do Esquadrão, e a volta de Capitão Bumerangue, para impedir que a criatura destruísse o planeta Terra. A história é bem rápida e utiliza uma sacada interessante para trazer Digger Harkness de volta a vida, amarrando isso à derrota de Zod. Jim Lee faz um trabalho muito bonito, como sempre, indo fundo na violência e criando cenas graficamente marcantes.
A segunda parte da revista, “Justice League vs Suicide Squad – Prelude: Warm Heart” também escrita por Rob Willians, marca o início do crossover entre as duas equipes. Vemos aqui a introdução de Nevasca no Esquadrão, não só a apresentando para seu novo time, mas também para os leitores mais novas da DC que foram atraídos pelo relaunch da editora. Como isso será ligado com a Liga, teremos de esperar para ver, já que quase nenhuma pista nos foi dada. Giuseppe Camuncoli utiliza um traço leve e agradável, conseguindo criar planos interessantes com coisas acontecendo em diferentes profundidades.
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Superwoman #5
Impressive Instant” mostra a dominação de Metropolis pelas mãos de Ultrawoman.
Phil Jimenez continua a explorar o dilema de Lana Lang entre usar seus poderes recém adquiridos para salvar pessoas em detrimento de sua saúde, ou ficar parada e não fazer nada. Além disso, os caminhos da Superwoman são entrelaçados com o de Ultrawoman, fazendo com que as missões pessoais das duas entrem em rota de colisão. O mais interessante da revista é a exploração de outros personagens de Metropolis, como Aço, Natasha Irons e Traci 13, o que deixa toda a trama bem mais interessante e complexa do que se só víssemos o ponto de vista de Lana.
Matt Santorelli faz desenhos maravilhosos, sempre se preocupando em dar bastante volume para as formas que traça, e ainda cria montagens com os quadros que são de tirar o folego, o que ajuda a criar a sensação de grandiosidade que a história passa.
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New Super-Man #6
Made in China: Conclusion” mostra os Lutadores da Liberdade continuando com seu plano de dominação da China.
Gene Luen Yang, escritor do título, fecha muito bem o arco do Novo Super-Man, mostrando que o personagem tem muito mais potencial do que só ser um Superman oriental. Nesse volume, o autor cria uma dinâmica interessante ao alternar o momento em que os poderes de Kenan funcionam ou não, criando situações onde o personagem tem de se adaptar dependendo de quais habilidades estão ativas no momento. Levando tudo para uma conclusão emocionante, Yang consegue fechar a trama e ainda criar um rumo totalmente inesperado para a história, se distanciando de uma trama de origem comum e já indo direto para algo mais misterioso.
Viktor Gogdanovic faz traços bonitos, mas que não fogem muito do convencional do mercado de quadrinhos, mas capricha nas montagens e composições.
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Supergirl #4
Reign of the Cyborg Superman: Part Four” finalmente mostra o ataque dos kryptonianos de Argo City contra a Terra.
Steve Orlando consegue criar uma história interessante que se passa em dois pontos do sistema solar simultaneamente: uma parte na Terra, onde a invasão está ocorrendo, e outra parte em Argo City, onde Kara se encontra presa pelos ciborgues de seus pais. A história prepara muito bem o embate que virá a seguir, dando espaço para Kara colocar seu coração no lugar certo e realmente ver pelo o que vale a pena lutar.
Brian Ching faz um traço bem estilizado e destorcido, mas que combina muito bem com o tom da história, alternando bem entre momentos grandiosos e aqueles mais intimistas.

O que saiu de pior?

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Batgirl and the Birds of Prey #05
Who is Oracle? – Into the Light” finalmente revela quem roubou o último codinome de Barbara Gordon.
Julie Shawna Benason se preparam para a conclusão da trama do arco começado a 5 edições atrás, mostrando que o misterioso antagonista da história é apenas um fã-stalker-maluco da Batgirl, que resolveu utilizar o nome Oráculo para ajudar a heroína, mesmo que de uma forma distorcida. A revelação quebra a expectativa e não tem um bom impacto, deixando o destaque da revista para a interação entre as três personagens principais, fazendo com que a história seja apenas um pano de fundo para a reunião do grupo, o que pode ser um empecilho para a continuidade da revista.
Roge Antonio faz um trabalho bem estilizado e que combina com o tom do título O artista ainda consegue criar belas composições, mesmo não usando páginas duplas.