Promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 23 de novembro a mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo, um passeio sinistro pela produção audiovisual de terror 100% brasileira, está homenageando cineastas que se destacaram no gênero nos últimos anos. Depois de apresentar ao público os curtas-metragens “O hóspede", “Não tão longe”, “O desejo do morto", “Cova aberta”, “Mais denso que o sangue” e “Os mortos”, e os longas “O Nó do Diabo” e “A Noite Amarela” da produtora paraibana especializada em filmes de gênero Vermelho Profundo, a mostra começa as sessões de homenagens a três grandes diretores. Esta semana a segunda retrospectiva de filmes será dedicada à cineasta Gabriela Amaral Almeida (“O Animal Cordial”). 


Quinta, 5 de novembro, às 18h, curta-metragem "Uma Primavera"(2011, 15’)  

Com direção e roteiro Gabriela Amaral Almeida e Lúcia Romano e Natália Paz Parnes no elenco. 

No aniversário de 13 anos de Lara, sua mãe a leva para um piquenique no parque. Tudo vai bem até a menina desaparecer, deixando a mãe no mais completo desespero.  

 

Sexta, 6 de novembro, às 18h, curta-metragem "Estátua"(2014, 24’)  

Com direção e roteiro de Gabriela Amaral Almeida, montagem de Marco Dutra e Maeve Jinkings, Cecília Toledo e Clarissa Kiste no elenco. 

A babá Isabel está no sexto mês de gestação e não pode esperar para ser mãe. Até conhecer Joana. 

 

Sábado, 7 de novembro, às 15h, curta-metragem “A Mão que Afaga” (2012, 19’)  

Com direção e roteiro de Gabriela Amaral Almeida, montagem de Marco Dutra e Luciana Paes e Antônio Camargo no elenco  

No aniversário de 9 anos de seu único filho, uma operadora de telemarketing planeja uma festa que tem poucas chances de dar certo.  

Às 19h, palestra com a diretora com o tema “Escrevendo histórias de terror para o cinema”  

Às 20h, curta-metragem “A Sombra do Pai” (2019, 92’)  

Com direção e roteiro de Gabriela Amaral Almeida. Com Júlio Machado, Nina Medeiros e Luciana Paes.  

Uma criança é obrigada a virar o adulto da casa porque seu pai está doente e, sua mãe, morta. Isso naturalmente cria uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga, e a paternidade frustrada em condenação. (O curta também será exibido dia 10 de novembro, às 18h) 

 

Domingo, 8 de novembro, às 16h, segunda exibição do longa-metragem “O Animal Cordial” (2018, 98’)  

Com direção e roteiro de Gabriela Amaral Almeida. Com Murilo Benício, Luciana Paes, Irandhir Santos, Camila Morgado, Ernani Moraes e Humberto Carrão  

Inácio é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.  

 

Ao todo estão sendo exibidas 44 produções entre longas e curtas-metragens da nova geração de diretores e diretoras, assim como de nomes consagrados como José Mojica Marins, o Zé do Caixão. As sessões são gratuitas e online na plataforma darkflix.com.br/macabro,serviço de streaming do gênero Cinema Fantástico.  Os filmes ficam disponíveis 24 horas e com limite de visualizações no caso dos longas, e durante uma semana, para os curtas. Como forma de diminuir os riscos apresentados pela covid-19, toda a programação é online e conta também com cursos e palestras, com inscrições via Sympla, além de debates e lives no Youtube e Instagram da @blgentretenimento, sem necessidade de inscrição prévia.   

   

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil e tem produção da BLG Entretenimento. Conta com curadoria de Breno Lira Gomes – curador do festival Maranhão na Tela desde 2007 e de diversas mostras, como a recente “Stephen King – O medo é seu melhor companheiro” – e Carlos Primati, idealizador da mostra “Horror no cinema brasileiro”. A dupla selecionou curtas e longas-metragens produzidos nos últimos cinco anos, entre 2015 e 2019, com data de lançamento até 2020, que continham forte experimentação visual, histórias horripilantes e marcantes.   

   

Entre os longas-metragens, destacam-se produções que lançaram nomes de relevância no cenário do cinema nacional atual, como o premiado “Morto Não Fala”, de Dennison Ramalho, exibido em mais de 40 festivais no mundo e protagonizado por Daniel de Oliveira, Fabíula Nascimento e Bianca Comparato, “Sem Seu Sangue”, de Alice Furtado, que estreou no Festival de Cannes, e o aguardado “O Cemitério das Almas Perdidas”, de Rodrigo Aragão. Também estão na lista “Quando Eu Era Vivo”, de Marco Dutra, “Terminal Praia Grande”, de Mavi Simão, “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, “A Casa de Cecília”, de Clarissa Appelt, “Condado Macabro”, de André de Campos Mello e Marcos DeBrito, “Mal Nosso”, de Samuel Galli, entre outros.  

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